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Cálculos Urinários

O que é?

Os cálculos urinários são formados, em mais de 90% dos casos, por oxalato e fosfato de cálcio. Sua etiologia é determinada por uma falha na filtração dos rins que pode ser herdada de familiares. Esta falha faz com que sejam formados cristais na urina compostos de cálcio os quais, com o tempo, podem se agrupar e formar os cálculos nos cálices renais nas mais variadas formas, número e tamanho.

Sintomas

Quando os cálculos formados ainda estão nos cálices renais, raramente causam dores ou sangramento. Contudo, quando saem do rim podem obstruir total ou parcialmente o ureter. Lembrando que o ureter é um órgão oco, com aproximadamente 6 mm de espessura e uns 25 a 30 cm de extensão, ligando o rim à bexiga. A dor tipo cólica renal ocorre com a obstrução do ureter pelo cálculo, uma vez que o rim não para sua filtração sanguínea e produção de urina. A cólica pode se acompanhada por náuseas e vômitos, bem como dores abdominais e a clássica dor lombar.

Diagnóstico

Para o diagnóstico dos cálculos urinários, além de história clínica apurada e exame físico, exames de urina e de imagem podem ser necessários. A utilização de radiografia simples de abdome pode identificá-lo em mais de 70% das vezes. Ultrassom de abdome ou de vias urinárias são ótimos recursos para a identificação dos cálculos renais. Porém, quando localizado no ureter há bastante limitação do método. A tomografia computadorizada de abdome é padrão ouro para o diagnóstico apurado dos cálculos renais e ureterais com máxima precisão de localização e tamanho, permitindo um melhor planejamento de tratamento.

Cálculos com até 5 mm de tamanho são considerados pequenos, entre 6 e 9mm são médios e maiores do que 10 mm são considerados grandes de maneira geral.

Tratamento

Medicamentos são usados para tratamento de dor, náuseas e vômitos, ou seja, são apenas sintomáticos. Outros medicamentos, originalmente utilizados para tratamento de aumento de próstata, também podem ser usados com a finalidade de dilatação do diâmetro do ureter facilitando a eliminação do cálculo.

Atualmente, a retirada dos cálculos é possível através de cirurgia ou fragmentação dos mesmos com ondas de choque (litotripsia extracorpórea), para posteriormente retirá-los cirurgicamente, caso necessário.

Existem diversas formas de cirurgias para remoção dos cálculos: cirurgias abertas para acesso ao rim, ureter e bexiga, percutânea com uma abertura de 1 cm lombar e acesso do rim com materiais para fragmentação e remoção dos cálculos. Cirurgia videolaparoscópica com a mesma finalidade e, recentemente, a cirurgia endoscópica, com aparelhos que acessam a bexiga, ureter e rim internamente, compostos de materiais metálicos e rígidos, bem como outros de materiais flexíveis para chegarem a canais internos ao rim. Pode-se também usar fibras óticas e laser para fragmentação e remoção dos cálculos sem necessidade de incisões no organismo.

Existe ainda um método de fragmentação externamente ao organismo com a utilização de ondas de choque através de uma máquina de litotripsia. Caso haja sucesso com este método, os fragmentos são eliminados espontaneamente ao longo dos dias com a diurese normal.

Quando estão no rim e não causam dor, raramente os cálculos necessitam de tratamento, a menos que seja um desejo do(a) paciente para evitar urgências. Contudo, caso migrem para o ureter, mesmo cálculos pequenos podem causar dor intensa e/ou obstrução da eliminação da urina. Esses são os grandes motivos que levam ao tratamento, devendo este ser individualizado, levando-se em conta, dor, grau de obstrução, materiais disponíveis e desejo do(a) paciente.

Se os cálculos que saem do rim e migram para ureter, passarem com dor controlável e sem obstrução do escoamento da urina, podem ser observados até caírem na bexiga. Quando isto ocorre, a possibilidade de eliminação espontânea, sem tratamento é muito grande.

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Perguntas Frequentes

A urologia oncológica é uma superespecialização. O Urologista Oncológico está antenado com as constantes transformações de todas as conquistas da área médica e se dedica fortemente a essas novas tendências, bem como essas novas técnicas cirúrgicas. Ele também acompanha de forma global o paciente, com menos necessidade de uma oncologista clínico, que deve ser consultado em caso de quimioterapia ou opinião médica.

Sim, caso os tumores sejam diagnosticados em uma fase inicial da doença, que compreende o aparecimento apenas no interior da próstata sem que tenha ocorrido o extravasamento para o exterior, como em gânglios e órgãos. Além disso, se o tratamento for realizado rapidamente, a chance de cura é praticamente total.

No estágio inicial da doença, o câncer de rim normalmente não apresenta sinais. De forma mais tardia, os principais sintomas são: dor lombar, sangue na urina de forma visível e, nos estágios mais avançados, o paciente apresenta sensação de caroço na altura dos rins.

O câncer de bexiga é uma doença complexa que envolve fatores de risco para o seu aparecimento, principalmente sociais e externos ao organismo. Entre eles estão: tinta, tabaco, amina aromática, defensivo agrícola, alimento industrializado e defumado. Quando consumidas ou em contato com o organismo, essas substâncias podem determinar alteração da genética da via urinária em longo prazo

O aumento da próstata ocorre de forma natural em praticamente todos os homens a partir dos 50 anos de idade. Esse aumento pode ser maior ou menor em vista de características genéticas. Conforme o homem envelhece, a próstata aumenta ao ser estimulada pelo hormônio masculino testosterona. As formas de tratamento são medicamentosas e cirúrgicas, através do retardo do crescimento ou diminuição.

As pedras nos rins ou cálculos renais atingem até 15% da população. Elas são adquiridas por características de herança genética através de um defeito na filtração do sangue. Dessa forma, ocorre uma cristalização da urina. Portanto, não é um problema metabólico de ingestão de alimentos.  Saiba mais sobre aqui.

A perda urinária é involuntária e pode acontecer em qualquer momento da vida. A Incontinência Urinária pode ser dividida entre dois tipos. São eles:

– Incontinência de Esforço: há perda urinária ao tossir, espirrar ou durante uma risada e ao carregar peso. Está ligada à idade e ao desgaste da musculatura pélvica, como partos e etc. O tratamento geralmente é cirúrgico.

– Incontinência de Hiperatividade: a bexiga funciona mais do que o normal. Está ligado com ansiedade, doenças neurológicas e diabetes. O tratamento é clínico e medicamentoso.

A vasectomia, cirurgia de esterilização masculina, tem como objetivo tratar cirurgicamente o homem para que ele não tenha mais filhos através da ligadura dos canais que levam os espermatozoides dos testículos até a próstata para serem eliminados. Dessa forma, a ligadura impede a passagem dos espermatozoides e, portanto, o homem não tem grandes problemas, como dificuldade de ereção e desempenho. Ou seja, o homem continua ejaculando, já que o gel continua sendo produzido pela próstata. A cirurgia é bastante segura e impede a gravidez.

A Cirurgia robótica é realizada pelo cirurgião através de uma plataforma robótica, formada por uma máquina composta por duas peças e um console. Nela, o cirurgião controla a máquina, acoplada junto à mesa cirúrgica. As pinças que trabalham no paciente são controladas pelos braços e esse por sua vez pelo cirurgião. A cirurgia robótica não apresenta contato do cirurgião com o paciente, e é indicada por apresentar alta tecnologia e precisão. Normalmente indicada para: cirurgias laparoscópica, rim, próstata e bexiga.

É uma avaliação basicamente global, especialmente focado na pesquisa de diagnósticos eventuais de doenças na próstata masculina. É uma monitorização anual que deve ser feita para todos os homens ao redor dos 50 anos de idade. Para os aqueles que tiveram problemas em suas famílias com outros parentescos com doenças de próstatas, esses devem fazer aos 45 anos de idade. Porém, já aos 40, alguns exames já podem ser realizados, principalmente os laboratoriais e os de imagem.